07/11/08
Ideli
reivindica mais crédito para o pequeno construtor
individual
A
senadora Ideli Salvatti (PT-SC) disse, nesta quarta-feira
(5), considerar necessária a ampliação
do crédito individual para a construção
civil. A medida não só beneficiaria o pequeno
construtor, em geral de baixa renda, mas aumentaria a
atividade do setor de materiais de construção
com reflexos positivos no restante da economia.
A
parlamentar relatou encontro realizado na manhã
desta quarta entre grandes empresários do setor,
representantes da Associação Brasileira
da Indústria de Materiais de Construção
e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Os empresários
disseram à ministra que as várias medidas
adotadas recentemente para conter a crise do crédito
no setor da construção civil são
insuficientes. Eles mencionaram a Medida Provisória
(MP) 443/08, que permite à Caixa Econômica
Federal comprar ações de incorporadoras,
e uma norma da Caixa disponibilizando R$ 10 bilhões
para ampliar empréstimos e financiamentos.
-
Tudo o que já foi feito até agora é
ótimo, mas não resolve o problema do indivíduo,
que é o grande motor do setor da cadeia produtiva
da construção civil. Tem que ampliar o crédito
para as pessoas poderem comprar o seu material picado
mesmo - resumiu Ideli.
Segundo
a senadora, os empresários querem ampliar o crédito
individual por meio do Construcard, cartão da Caixa
que permite às famílias financiarem material
de construção. Eles também estão
pedindo a desoneração de mais produtos da
indústria da construção civil.
De
acordo com levantamento da Fundação Getúlio
Vargas, 0,8% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)
em 2007 foi fruto da desoneração da cesta
básica e do material de construção.
O crescimento de 0,76% no emprego teria igualmente sido
reflexo desse corte do Imposto sobre Produtos Industrializados
(IPI).
-
Se for possível zerar a alíquota do IPI
nos materiais de construção, teremos crescimento,
desenvolvimento, emprego e melhoria das condições
de vida de boa parte da população brasileira
- disse Ideli.
A
senadora acrescentou que Dilma Rousseff ficou "bastante
impressionada com os números" e estaria disposta
encaminhar as reivindicações para exame
no governo.
Da
Redação / Agência Senado