12/02/08
Indústria
tem maior alta desde 2004 com mercado interno
A
produção industrial brasileira cresceu no
ano passado no maior ritmo desde 2004, estimulada principalmente
pela força da demanda interna, informou o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta
sexta-feira.
A
alta foi de 6 por cento, exatamente em linha com a previsão
do mercado e acima do dado de 2,8 por cento de 2006.
Em
dezembro, a atividade retraiu-se pelo segundo mês
seguido, em 0,6 por cento contra novembro, mas cresceu
6,4 por cento ante igual período de 2006. Analistas
ouvidos pela Reuters previam queda de 1 por cento mês
a mês e alta de 6 por cento na leitura anual.
"O
desempenho industrial de 2007 foi apoiado principalmente
no aquecimento da demanda doméstica, por conta
da manutenção da expansão do crédito,
do aumento da ocupação e da renda, e da
ampliação dos investimentos", disse
o IBGE em nota.
No
ano, os destaques de crescimento da produção
foram os setores de Veículos automotores (15,2
por cento) e Máquinas e equipamentos (17,7 por
cento). Nesse segundo, as maiores altas foram de centros
de usinagem, fornos microondas, refrigeradores e máquinas
para colheita.
Entre
as categorias de uso, a maior expansão veio de
bens de capital, de 19,5 por cento, enquanto a atividade
de bens de consumo duráveis avançou 9,2
por cento. A produção de bens intermediários
subiu 4,9 por cento e a de bens de consumo semi e não
duráveis aumentou 3,4 por cento.
"Em
2007, o aumento da produção foi abrangente",
acrescentou o IBGE.
Em
dezembro na comparação com novembro, o destaque
de retração da produção ficou
com Veículos automotores, de 6,2 por cento.
Nas
categorias de uso, a atividade de bens de consumo semi
e não duráveis teve queda de 2,1 por cento
e a de bens de capital declinou 0,2 por cento, interrompendo
quatro taxas positivas seguidas. Já bens intermediários
e bens de consumo duráveis tiveram expansão,
de respectivamente 1,0 e 0,6 por cento.
O
IBGE revisou o dado de novembro na comparação
com outubro, de queda inicialmente informada de 1,8 por
cento para recuo de 2 por cento.
(Por
Rodrigo Viga Gaier; Edição de Vanessa Stelzer)