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09/04/2010
Construção civil precisa de profissionais qualificados para manter ritmo de expansão
A expansão da atividade da construção civil registrou alta relevante entre os meses de janeiro e fevereiro. De acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada esta semana, o indicador do nível de atividade subiu 2,7 pontos - de 50,5 para 53,2 (pontuação acima de 50 revela ampliação dos negócios, de acordo com o estudo). A pesquisa ouviu 365 empresários de todo o País, no período de 1º a 22 de março.
“A expectativa é realmente muito positiva e, mantendo-se a estabilidade macroeconômica do país, como acreditamos que ocorrerá, o setor vai experimentar um período muito bom daqui para frente”, afirma Paulo Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC).
Os efeitos do crescimento dos negócios do setor, nos últimos anos, já estão sendo sentidos, especialmente na questão relativa à mão de obra, diz o presidente da entidade representativa nacional da construção civil. “Este é o primeiro item que nos preocupa. Iniciativas e projetos de capacitação que estão sendo realizados no País não são suficientes. Daqui para frente, a necessidade de mais capacitação vai se dar de maneira mais forte”, avalia.
O que acontece hoje no mercdo da construção civil é exatamente o oposto do que ocorria anos atrás. Atualmente há profissões melhores no mercado, que oferecem melhores condições para os trabalhadores. Por este motivo, o número de pessoas interessadas em ingressar no setor da construção civil está reduzido, justifica Simão.
“Vamos desenvolver um projeto de evolução tecnológica para poder oferecer empregos de qualidade e com melhor remuneração para os trabalhadores da construção civil”, revela. “Esse é um ‘santo’ desafio para nosso setor. Isso está acontecendo, porque estamos crescendo”, afirma, entusiasmado.
Além das obras do PAC 2 (Programa de Aceleração do Desenvolvimento) do governo federal, que pressionam os governos municipais e estaduais no mesmo sentido, e das obras para a Copa 2014, ele chama a atenção para a ampliação da atividade da indústria nacional. “ Praticamente todas as indústrias estão investindo em novas plantas, pois estão encostando na sua capacidade produtiva”, esclarece.
Apesar de o país estar aberto para as importações de produtos e serviços de outras regiões do mundo, aumentando a concorrência para os produtos brasileiros, os sinais são muito positivos para o futuro próximo, reafirma Simão. “Estamos batendo recorde de emprego e lucratividade em todos os setores”, diz ele.
Alguns projetos voltados à capacitação da mão de obra para a construção civil já estão em andamento para suprir a falta de trabalhadores, informa. No momento, 46 mil alunos estão em sala de aula do Programa Próximo Passo, desenvolvido pela CBIC em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
No mês de abril, haverá formaturas de algumas turmas desse programa em vários estados. Sem falar em outros projetos e ações de empresas e instituições públicas e privadas, que também visam a formação e qualificação de trabalhadores para o setor, ressalta Simão.
A pesquisa da CNI também mostra que o nível de atividade do setor em fevereiro foi acima do usual para o período, acusando 55,6 pontos, diz o estudo. Em janeiro, o indicador apontou 42,9 pontos. As grandes empresas da construção civil foram as que mais cresceram (55,4 pontos). As pequenas empresas também melhoraram, entre janeiro (46,1 pontos) e fevereiro ( 52,4 pontos).
“A pesquisa da CNI é uma nova iniciativa e se trata de um trabalho muito profundo sobre o setor. Esse foi o terceiro levantamento realizado. É muito importante que a construção civil tenha se encaixado nas tendências setoriais acompanhadas pela confederação”, explica Simão.
As obras para a preparação do Brasil para sediar a Copa do Mundo 2014, que ainda não começaram, devem impulsionar ainda mais o setor, na opinião do presidente da CBIC. “Algumas devem começar este ano, mas, na verdade, o grande volume será no ano que vem”, prevê Simão.
Fonte: Da Agência Sebrae de Notícias
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